terça-feira, 30 de agosto de 2011

A IGREJA DE SIMÃO, O MÁGICO, VENCEU A PARADA?

Quando Estêvão morreu apedrejado em Jerusalém, deflagrou-se uma salutar dispersão de discípulos. Isto porque contra a ordem de Jesus, depois de receberem o dom do Espírito Santo, no Pentecoste, ao invés de irem por toda Judéia, Samaria e até os confins da Terra, preferiram ficar em Jerusalém.

A ordem de Jesus era para que ficassem em Jerusalém apenas “até que fossem revestidos de poder”. O poder veio. Mas eles ficaram.

Então o apedrejamento de Estevão os obrigou, em razão da perseguição que se seguiu, a se dispersarem por toda a Judéia e Samaria.

De fato, o texto grego diz que eles foram “semeados” por toda Judéia e Samaria. Então, pela primeira vez, começaram a anunciar a Boa Nova onde quer que fossem ou estivessem; e fazendo isto de modo hebreu, desinstalado, indo, e pregando; assim como batizando os que cressem; ensinando-os, também, o Evangelho; e que era simplificadamente ensinado como três coisas: as historias sobre Jesus e Seus ensinos (narrativas orais da vida de Jesus); a afirmação de que a desobediência e intento invejoso e homicida das autoridades judaicas, acabou por cumprir as profecias acerca do messias; e, também, que ao morrer e ressuscitar, Jesus vencera a morte, oferecendo vida eterna a quem cresse — sendo que o grande dogma dessa fé era o amor a Deus expresso ao próximo. E isto tudo com oração pelos doentes, com imposição das mãos, e a libertação dos oprimidos pelos espíritos que os obsessadavam, os quais ficavam livres em nome de Jesus (Atos 8).

O diácono Felipe, companheiro de Estevão, e que é aquele que também pregou ao Ministro das Finanças da Etiópia, e que o batizou — foi o primeiro a chegar à Samaria e a pregar; fazendo também grandes milagres; o que trouxe grande alegria àquele lugar.

Ora, ali estava certo homem chamado Simão, o qual era respeitado como grande figura, considerado o Grande Poder, e que na História é mencionado por Irineu como realmente tendo tido um expressivo número de discípulos, garantindo que Jesus era a Palavra de Deus, mas que ele, Simão, era o Espírito, o poder do divino, na forma masculina, já que Helena, uma ex-prostituta que era sua mulher e com ele andava, era afirmada por ele como sendo a dimensão do divino no feminino; visto que ela fora uma prostituta, e que agora era uma deusa, mostrando assim que o Espírito tem o poder de incluir a todos. Simão, porém, seria a manifestação mais divina dessa nova “emanação” de Deus.

O livro dos Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, o historiador de Paulo e grande amigo dele, nos diz que Simão ouviu, viu, creu, foi batizado, e passou a seguir a Pedro, João e Felipe bem de perto — isto porque Pedro e João haviam descido até a Samaria para ver o que estava acontecendo —; ficando extasiado com o fato de ver não somente os milagres, mas ante a constatação de que os apóstolos impunham as mãos e as pessoas recebiam o dom do Espírito Santo, que se manifestava, para testemunho aos que viam, mediante sinais sensoriais, como o falar em outras línguas.

Foi então que Simão, vendo a sinceridade de tudo, foi tomado pelos seus vícios de alma, pela sua Síndrome de Onipotência e de Lúcifer; pois, percebendo que aquilo era lindo, viu também que, no caso de um homem como ele, deveria se transformar num grande negócio.

Assim, a ganância de Simão venceu sua breve alegria!

Ele, que já havia sido considerado muito grande, e que a si mesmo chamava de “O Grande Poder”, não tendo nada mais importante dentro de si mesmo do que avidez por poder, status e dinheiro —, ofereceu dinheiro a Pedro, para que ele, Simão, também recebesse aquele poder de conceder o Espírito pela imposição das mãos.

Simão ficara impressionado pelo fato de que ele era um mágico do status de um David Cooperfield, e sabia o que era verdadeiro e o que era falso no mundo sobrenatural e da ilusão; posto que ele era um grande mestre da ilusão.

Agora, entretanto, ele via algo sincero e verdadeiro realmente acontecendo. Todavia, em razão de sua Síndrome de Onipotência e de Lúcifer, além de ter estímulos orgásticos ao fazer o povo delirar — Simão, que sabia que tudo quanto ele fazia era fake, viu no poder do Espírito Santo um “novo mover”, uma nova chance de renovar o repertório; e algo que não era espetáculo “de um indivíduo” apenas, mas, muito além disso, era um poder que se fazia sentir nos outros — o que certamente daria a ele, Simão, muito mais poder ainda; quem sabe até concedendo-lhe a chance de ter sua própria “igreja”, conforme Irineu mais tarde diria.

“Concede-me também a mim este poder” — pede ele a Pedro, oferecendo-lhe dinheiro como pagamento pela compra da benção.

Pedro diz que o dinheiro dele fosse com ele para a perdição; pois, Deus e Seu dom não estavam à venda. Portanto, afirmava que o mágico não teria parte naquele ministério; pois seu coração era cheio de maldade e que o intento de seu coração era perverso.

Além disso, Pedro enxergou angustia de morte na alma de Simão, ao dizer-lhe que sua alma estava em fel de amargura e laço de iniqüidade; e isto não sem dizer ao ser ganancioso que se arrependesse, na esperança de ser curado de seu vício essencial, de sua Síndrome de Onipotência e de Lúcifer.

Simão apavorou-se e pediu que eles, Pedro e João, orassem por ele, para que nenhum mal viesse sobre ele.

É de Simão que vem a designação humana desse pecado de tentar comprar as bênçãos de Deus. Trata-se do Simonismo.

Entretanto, pergunto:

O que teria acontecido se Pedro tivesse ficado também tentado, não pelo dinheiro, mas pelo poder que ganhara sobre Simão, o Grande Poder — bem conhecido na Samaria e fora de Israel — e tivesse “vendido” a encenação da concessão do Espírito Santo?

A resposta é simples:

Um “Cristianismo” de versão IURDIANA teria nascido há quase dois mil anos!

Um livro apócrifo chamado de “Os Atos de Pedro” continua a narrativa que o livro dos “Atos dos Apóstolos” encerra. E acrescenta que Simão teria prosseguido em seu caminho, vindo, posteriormente, a desafiar a Pedro, tendo levitado diante do apóstolo e de uma grande multidão. Mas Pedro teria orado, e Simão teria despencado ao chão; tendo sido depois disso apedrejado pela multidão.

É obvio que tudo isto é “apócrifo”; servindo para mim, aqui, apenas como uma ilação acerca do que poderia ter acontecido a Simão. Isto por que, como disse, o livro de “Atos” não diz nada. Deixando que Simão entre para a história como uma Dúvida.

Sim, os “Simões” são Dúvida!

Eles podem até ser batizados. Eles amam o sobrenatural. Mas eles são viciados na ilusão e na manipulação. Têm Síndrome de Grande Poder. Assim, não se sabe o que lhes acontecerá no coração quando são confrontados pela verdade da sinceridade pura do Evangelho.

Quando Pedro disse “arrepende-te”, obviamente ele estava afirmando uma difícil, porém, real possibilidade. Digo isto porque a conversão de gente acostumada à manipulação do ilusionismo ou do sobrenatural é algo muito complicado. A maioria está viciada na heroína do poder. Entretanto, pode ser que se arrependam.

Pedro, entretanto, nos diz como a alma de Simão estava. O que havia nele era fel de amargura e laço de iniqüidade.

Fel de amargura equivale à mágoa e complexo de inferioridade. Daí ele querer poder; e mais que isto: se chamava de O Grande Poder.

Já o laço de iniqüidade é o “estado mental reprovável”; e que é um processo vicioso de pensar, ver e sentir.

Simão é um prato cheio para a Psicanálise também!

O que nós temos hoje em boa parte do meio chamado religiosamente de “cristão” é a prevalência do pior: Pedro vendeu a benção e Simão comprou!

E mais: no momento em que Pedro “vendeu”, vendeu-se para Simão. Assim, agora, Simão é o chefe de Pedro. Este é o nível da perversão.

Que Deus salve Pedro!

Que Deus salve Simão!

Que Deus livre Pedro de virar Simão!

Que Deus converta o Pedro que se tornou Simão!

Que Deus nos salve do Engano de Simão!



NEle,



Caio
2004

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Dízimos e Ofertas!

Desde sempre, tenho ouvido muitas discursões e polêmicas, quando o assunto é dízimo(assunto predileto dos pastores).
Deixa eu me meter um pouquinho no assunto.
Bem, vamos lá pro inicio. Quando Deus dividiu as funções que cada tribo do povo de Israel deveria exercer dentro da comunidade, ele determinou que a tribo de Leví, não faria trabalhos normais, mas sim, viveria exclusivamente para a manutenção da tenda do Senhor, e dos trabalhos Sacerdotais.
E para que eles pudessem se dedicar exclusivamente a essas funções, Deus determinou que 10% de tudo que fosse produzido pelas demais tribos, seriam destinados a isso.
Alguns traziam o dízimo da colheita outros das ovelhas, do gado, e etc.
E os levitas também pegariam 10% de tudo que recebessem e ofereceriam ao Senhor em holocausto.
Pois bem, e hoje, como seria esse pagamento do dízimo? De acordo com nossa conciência.
Se você sabe que o local que você frequenta para adorar precisa de recurso(diversos) para sua manutenção, não é necessário que o seu lider perca tempo concientizando os seus frequentadores disso.
Mas terrorísmo espiritual? não!
Não há maldições pra quem não dá dízimo, pois toda maldição foi dizimada na cruz de Cristo.
Nem também há bençãos compradas com seu dinheiro, a maior benção que poderia nos ser dada já foi, a salvação das nossas almas em Cristo Jesus, e isso, não há dinheiro que pague, é de graça, é graça!
Mas se você se sente abençoado no local que você frequenta dê a sua oferta, mas dê segundo o seu coração e suas condições.
Não há matemática no reino, nem pra multiplicar, nem pra subtrair.
Deus não quer que façamos nada por obrigação, mas por amor.
Tudo que for feito por medo, obrigação ou até mesmo com intenções que não seja abençoar vidas e proporcionar o crescimento do reino de Deus aqui na terra, estaremos fazendo a toa.
Como lei, o pacto foi feito com os do povo de Israel, como graça, com todos os que crêem e se dispõem a propagar o reino.
Ele nunca precisou, nem precisará do nosso dinheiro, mas busca os que tem em seu coração a necessidade de servir, seja financeiramente ou por qualquer outro meio que dispõe.
Sirvamos pelo prazer de servir, e não se ser visto!

Recife, 29/08/2011
Amauri Jr.



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Salmo 150


Aleluia! Louvem a Deus no seu santuário, louvem-no no seu poderoso firmamento.
Louvem-no pelos seus feitos poderosos, louvem-no segundo a imensidão de sua grandeza!
Louvem-no ao som de trombeta, louvem-no com a lira e a harpa,
louvem-no com tamborins e danças, louvem-no com instrumentos de cordas e com flautas,
louvem-no com címbalos sonoros, louvem-no com címbalos ressonantes.
Tudo o que tem vida louve o Senhor! Aleluia!
Salmo 150

Tudo é vaidade-João Alexandre


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PAULO ORAVA TANTO, QUE NEM TANTO...


Paulo orava apesar de crer que o Espírito intercede por nós.

Orações, súplicas e ações de graças estão presentes em todas as suas cartas.

Chega a falar em “se esforçar nas orações”.

Ele orava porque sabia que Deus ouvia.

Ele orava porque sabia que Deus sabe que não sabemos.

Por isto, ele orava o que queria, mas aguardava o que Deus quisesse.

Por que orar então?

Qual a motivação que Paulo tinha para orar?

Ele orava porque gostava.

Era seu prazer.

Não era um tempo devocional para ele.

Era a vida...respirar, amar, sentir, sofrer, esperar—tudo em Deus.

Ele cria que não estava falando ao vento quando orava.

Para ele orar era real.

Você gosta de falar com quem ama e com quem ama você?

Paulo amava fazer isso.

Quem escrevia tanto para os amigos tinha que falar muito com o Amigo.

Ele encomendava jornadas em oração em seu favor, fazia jejuns e rogava por amigos que estavam sofrendo de males físicos.

Mas como, se ele cria que tudo é Graça?

Para que orar?

Pelo amor de Deus!

Paulo era homem, não era Deus.

Deus não ora.

Deus fala.

Paulo orava.

Ele cria que Deus sabia o que ele queria, embora também soubesse que talvez, ele mesmo, Paulo, não soubesse o que estava de fato pedindo.

Mas Deus sabia.

E ele não temia dizer o que queria porque não temeria o que Deus desejasse.

Isto é fé na soberania de Deus.

Orai sem cessar!—recomendava ele.

E para fazer isso ele não andava de joelhos e nem tentava fazer calos de camelos nas rodilhas dos joelhos para mostrar o quão consagrado ele era a Deus em oração.

Ele orava sem cessar porque seu pensar já era um orar...

Quando acaba a divisão entre pensamento e oração; entre meditação e oração; entre reflexão e oração—então, ora-se sem cessar!

Ora sem cessar é existir conscientemente em Deus.

É não pensar na pessoa de Deus.

Entendeu?

É fazer o processo de pensar, sentir, refletir e meditar, acontecer em Deus.

Muda tudo.


Caio

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O amor que pode tudo mudar

Quarteto Millenium, cantando O AMOR QUE PODE UDO MUDAR, música do Quarteto Athus.




ESTÁ FEITO PARA SER FEITO!

Jesus. Sim, somente Jesus!

Olho para mim como homem, e digo: somente Jesus.

Meu olhar de homem me mostra minha deformidade e minha incapacidade de ser como o Homem Jesus.

Sou discípulo Dele, busco andar como Ele andou, anseio por fazer o entendimento do Evangelho uma plenitude que domine todo o meu ser. Entretanto, eu não sou homem como Jesus. Por isto, como Paulo, estou tendo sempre que desistir de coisas que para trás ficam; e também de quem eu mesmo sou contra o que Nele já sou. Entretanto, mesmo assim, não sou como Jesus.

Um dia serei como Jesus; porém eu mesmo jamais serei como Jesus. Serei completamente como Ele é, quando o que em mim é mortal e animal for totalmente absorvido pela Vida Eterna; ou quando eu ganhar um corpo celestial. Assim, serei como Jesus porque Ele me fará ser como Ele; e não porque eu consegui me tornar como Ele.

Enquanto isto, em meio às minhas próprias indiosincrasias, confio que Nele já sou o que ainda serei.

Nele eu sou como Ele. Fora Dele, divorciado de Sua Graça pela descrença ou pela justiça própria — sou este mamífero humano tentando olhar perdidamente para o Nada. Falo de mim. Outros, entretanto, fora Dele, embora dentro da “religião” supostamente Dele, sem que saibam que Dele estão separados por duas próprias justiças ou descrenças, experimentam existencialmente o divórcio com a Graça como pânico, medo, juízo, ou ainda como certeza de castigo.

Eu, porém, sei que nunca NÃO estarei Nele. E isto não porque O siga como quem se fez igual a Ele no andar e no ser, mas exclusivamente pela confiança de que eu posso até ser infiel a Ele (e sou de muitas formas e maneiras; especialmente no coração e no trato das sutilezas da existência), que Ele próprio continuará fiel a mim; e isto exclusivamente porque Ele não pode desistir do pacto da aliança que comigo fez no Filho; portanto, Nele mesmo.

Ele jurou e não se arrependerá. Ele não pode ser infiel a mim, pois, se o fosse, implodiria como Deus; pois estaria negando a Si mesmo; estaria dês-sendo Deus.

Eu, todavia, acerca de quem Paulo diz que mesmo sendo infiel continuo objeto da fidelidade Dele, não posso, entretanto, negá-Lo. Se o negar, Ele por Sua própria vez me negará. Dirá que não me conhece.

E quando é que o nego?

Ora, num certo sentido eu o nego o tempo todo; isto porque minha existência não consegue encarnar em plenitude aquilo que confessa como entendimento e verdade; seja em meus sentimentos; seja em meus humores para com a existência; seja em meu próprio ser-profundo.

Posso não negá-Lo com a boca, mas, certamente, sempre que ando contra o entendimento do Evangelho em relação ao meu próximo; ou em qualquer que seja o sentir e pensar em relação à vida, e que em mim aconteça de forma contrária ao que sei ser o Modo Dele — O estou negando!

Então, como posso ser infiel e ainda assim continuar objeto de Sua fidelidade, enquanto se diz que se eu o negar, Ele me negará? Sim, como pode ser isto se eu também o nego com a vida?

O que significa não negar Aquele que é fiel aos infiéis, mas que nega aos que O negam?

Para mim, salvo entendimento completamente equivocado (Deus me livre!), esse negar que provoca a negação de Deus, é a descrença no que Jesus fez e realizou por nós; descrença essa que não é medida por confissões verbais de natureza doutrinária; mas sim pela confiança que nós mesmos venhamos a ter acerca de nossa justiça-própria. Sim, nega a Jesus não quem, em sinceridade, busca andar como Ele andou e nem sempre consegue isto conforme já entendeu; mas sim Aquele que em razão disso se diz “afastado” Dele; pois, nesse caso, não se está confiando na fidelidade Dele para conosco, mas na nossa fidelidade para com Ele; e, assim, afirmando que quem banca a nossa própria relação com Deus somos nós mesmos; fazendo-nos, desse modo, descrentes da Cruz; e, além disso, tomados pela presunção de que somos o deus de Deus; pois, quem assim pensa e sente, nunca creu e nunca descansou na fidelidade de Deus; e nem tampouco confiou em Sua Palavra; ou em Seu próprio Juramento feito em Cristo, o qual diz que aquele que Nele crer, TEM a vida eterna e TEM o Deus da Vida; e é somente porque pela fé o TEMOS que pela fé SOMOS DELE. Nesse caso, não apenas o temos e somos Dele, mas se diz que “Ele vive em mim!”

Ora, tudo isto nada tem a ver com nossas contabilidades de erros e acertos; as quais sempre são presunçosas e mal malcriadas como a fala do Irmão Mais Velho do Filho Pródigo, o qual brigou com o Pai por não concordar com Seu amor e perdão para com o Irmão.

Portanto, também se O nega quando não concordamos com a Graça Dele em favor de qualquer que seja o outro ser humano!

Nada significa um desacordo maior com Deus do que ter raiva de Seu amor e de Seu perdão!

Afinal, o princípio inteiro da Graça opera no sentido de que quem foi perdoado, perdoe; e quem foi objeto de misericórdia, se torne misericordioso; e quem sabe que é infiel-no-próprio-ser, mais ainda ande em amor (ou então diga que “nem todos pecaram”, por isto “nem todos carecem da glória de Deus”) — pois quando não se consegue amar de modo pleno a fim de nunca transgredir, deve-se pelo menos ter amor e misericórdia para com todo aquele que, como nós mesmos, é apenas um pecador já salvo da morte buscando andar conforme a Vida.

Ora mesmo quando o outro (próximo) não manifesta qualquer desejo de Vida, ainda assim tem-se que amá-lo na medida da consciência do amor e do perdão que, como inimigos de Deus, recebemos de modo unilateral da parte Dele antes de qualquer coisa; posto que ninguém sabia, quando aquela Cruz era erguida, que “ali” Deus mesmo estava se reconcliando de modo unilateral com todo o mundo; conforme Paulo.

Afinal, todos nós ainda éramos completamente inimigos de Deus, tanto no nosso entendimento, como também em nosso próprio ser e suas variadas frutificações, quando Ele se reconciliou conosco em Cristo.

Sem tal certeza em fé, até a nossa busca de auto-justificação pela via da justiça-própria, aparece como fruto do mal que brota de nós; pois crê que do próprio homem pode eclodir aquilo que o faz próprio, justo e humano aos olhos de Deus.

Entre-tanto, digo: Não sou como Jesus, embora, em Jesus, já seja como Ele!

Toda-via, ainda existe esse hiato que acontece entre o “não sou como Ele” e “já sou Nele”. Esse hiato é a presente existência; é o dia de hoje. Por essa razão pergunto: Como viver o que desejo ser, se de mim mesmo não consigo ser?

O que o Evangelho ensina é que nesse hiato o que tem de existir é um caminhar descando e, ao mesmo tempo, confiante no que já Está Feito e finalizado em nosso favor. Afinal, só se pode começar a provar o amor de Deus como bem que nos vai curando a alma e todo o ser, se, de início, já nos virmos mortos em Cristo.

Somente aquele que, pela fé, se entrega à morte em Cristo, é que começa a andar o caminho do discípulo; vereda na qual se mortifica a nossa própria natureza, mas sem neurose de auto-justiça; bem como se vai encontrando o caminho Estreito da Vida em nossa própria existência. Ora esse Caminho é a entrega de nossa consciência ao Evangelho, concordando com Deus pela fé.

Neste ponto a tendência humana é escolher pólos.

Sim, porque há aqueles que enganan-se julgando que o que Está Feito em Cristo não tem necessidade de se tornar realidade em nós desde hoje; ainda que saibamos que tudo isto é um processo. Para esses o que Está Feito não é para se tornar Feito, crescentemente, neles mesmos; e isto à partir do Dia Chamado Hoje.

De outro lado, há aqueles que pensam que recebaram de Deus uma ajuda para começar, mas que daí para frente tudo o mais depende deles mesmos; e, assim, voltam ao ponto de onde haviam saído; ou seja: à sua própria justiça, anulando, desse modo, para si mesmos, a paz com Deus, mediante a qual o ser pode ter tranquilidade para ser sem arrogância pessoal.

O Caminho terreno desse andar no Hiato, busca chegar àquele ponto de compreensão, em fé, no qual Tudo Já Está Feito para ser Realidade Crescente em nós!

Ora, sem que se desista de si mesmo pela confiança no fato de que já morremos em e com Cristo, jamais poderemos morrer para nós mesmos sem que isto não seja um morrer-virtuoso, e, portanto, possuído de justiça própria. Sim, até para poder morrer para minha própria disposiç ão mental essencialmente contrária ao Evangelho (nosso ser não tem prazer natural no Evangelho; amá-lo é dom de Deus!) — eu tenho antes que já estar morto em Cristo. Do contrário, até a busca de me negar a mim mesmo a fim de seguí-Lo, se não for porque Nele eu já estou-feito, não gerará nada além de um esforço que não produz a justiça de Deus em mim; e, nem tampouco, me salva de minha própria disposição mental reprovável; posto que esta se alimenta sempre de minhas próprias certezas independentes da Graça.

Desse modo se pode dizer que nossas justiças próprias, ou o seu oposto, que é o nosso descaso por toda e qualquer justiça — sempre nascem de nossa própria presunção. Porém, em ambos os casos, o que habita o solo de nosso ser é a incredulidade.

Desse modo, até para morrer e ter vida, já tenho que estar morto pela fé, a fim de que qualquer que seja o ato praticado por mim mesmo, permaneça como fruto da Graça em mim; e não como graça minha para satisfazer as demandas aflitas de um Deus justiceiro.
É somente depois de dizer que morreu pela fé com e em Cristo, e que também Nele e com Ele ressucitou — é que Paulo nos diz: “Cristo vive em mim!”

Ora, Paulo completa dizendo: “E este viver que agora vivo na carne; vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou; e a si mesmo se entregou por mim”.

Assim, até aquilo que parece depender de mim, nada tem a ver comigo; mas tão somente tem a ver com o Filho de Deus que me amou, e que se entregou por mim. Ora, sem tal confiança e certeza em fé, tudo o que eu faça — e tenho muito para fazer, conforme o Evangelho — deixa de ser o que, estando eu em Cristo, é; e passa a ser justamente aquilo que não é; pois, o que quer que eu faça, se não o fizer pela fé no Filho de Deus, mesmo que eu realize como ato exterior de bondade, todavia, para Deus, não é.

De fato só é para Deus aquilo que é feito em fé. E é a fé no fato-existencial de que “Cristo vive em mim” o que me pode fazer ser e fazer sem que tais feitos sejam contra mim.

Afinal, se sem amor nada aproveitará, também sem que Cristo viva em mim nenhuma boa ação que pretanda ser feito-meu, tem qualquer sentido para Deus. Pois se só posso agradar a Deus em Cristo, também só posso viver e crescer em Deus se o fizer pela fé no Filho de Deus.

Está Feito para que seja Feito!

Está Feito antes da fundação do mundo, pois Deus sempre faz antes que a coisa seja!

É por esta razão que eu já sou, embora eu mesmo ainda não seja. Afinal, o mundo está sendo criado em mim; em Cristo!

Assim, Está Feito para que seja algo que cresça para ser meu próprio ser; e isto não começa depois da morte física, mas sim agora, com a morte de minhas presunções; e, sobretudo, com minha decisão de viver por amor ao Filho de Deus que vive em mim. Somente Nele as minhas obras boas aparecem como Graça. Do contrário, elas se tornam a minha própria arrogância.

Jesus. Sim, somente Jesus!


Nele, que me amou e me ama; e sobretudo, que vive em mim — busco ser para Ele o que Nele já sou; pois Ele vive em mim; e é de Sua vida em mim que me vem o poder para ser e viver!




Caio

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Declarações de Silas Malafaia geraram polêmicas na Câmara Municipal  (José Varella/CB/D.A Press)
Declarações de Silas Malafaia geraram polêmicas na Câmara Municipal
O clima promete ficar ainda mais quente  com relação ao polêmico título de Cidadão Ludovicense ao pastor Silas Malafaia. Em entrevista à rádio 92.3 FM, o pastor detonou à Câmara Municipal de São Luís e principalmente o vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), que pediu vista do projeto que concede o título a Malafaia e é declaradamente contrário à proposta.

Em tom bastante agressivo, o pastor disparou: "Eu vou interpelá-lo (Ivaldo Rodrigues) judicialmente para ele provar que sou homofóbico. Ele está pensando que está falando com algum otário. Vou processar esse bandido, esse vagabundo desse vereador. Ele vai ver com quem está falando. Eu não dou moleza para um moleque como ele. Esse idiota não sabe nem o que é homofobia".

Ele ainda esnobou do título proposto pela vereadora Rose Sales (PC do B), dizendo que recebe vários títulos estaduais e municipais pelo país. O pastor chamou os vereadores de São Luís de "bocós" e ainda disse que intolerantes são os homossexuais.

Ivaldo Rodrigues informou que já acionou à Mesa diretora da Câmara para ajuizar uma queixa-crime contra Malafaia.

A vereadora Rose Sales parece ficar cada dia mais isolada com relação ao caso. Até o companheiro de partido, Márcio Jerry, que é presidente do diretório municipal do PC do B, criticou as declarações do pastor. No Twitter, Jerry postou: "Na entrevista Malafaia vomita arrogância, prepotência e baba uma ira muito estranha para quem se acha mensageiro de Deus".

O projeto deve entrar na pauta desta quarta-feira (17)

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Quem quiser acreditar nessa cara que acredite, mas pra mim, ele é um tremendo malandro.

É nojento o evangelho que esse cara prega. Travestido de moralidade, defesa da família e dos bons costumes. Ele tem conseguido arrancar muito dinheiro as custas de pobres coitados, que não lêem as escrituras, e se deixam levar pelo papinho desse cara.
E agora essa, agrediu verbalmente os vereadores dessa cidade, pois os vereadores não aceitaram a indicação de uma vereadora, que queria lhe dar o título de Cidadão Ludovicense. Mostrou como é humilde esse cara, despresou a cidade e seus moradores.
Uma coisa é verdade, ele não é homofóbico, muito pelo contrário, ele ama os homosexuais, pois eles tem sido um trampolim para projetá-lo na mídia.
Os pastores hoje buscam a glória no mundo dos homens(com raras exceções) e de seu sistema, sistema esse, que esse cidadão em busca de promoção, vive confrontando.
E quando não conseguem essa glória reclamam de supostos direitos espirituais de filhos de Deus, direitos esses, que nunca foram prometidos por Jesus, muito pelo contrário, Jesus disse que no mundo teríamos muitas aflições. No sermão do monte, escrito em Mateus, todas as promessas em detrimento as provações, são para o reino de Deus, e se eu não me engano eu já lí diversas vezes Jesus dizer: "o meu reino não é desse mundo".
Que saudade dos tempos que os pastores cometiam erros por excesso de zelo, era chato o radicalismo, mas era só isso, amor pelas vidas, e não como é hoje, onde o amor é pelo dinheiro.
Saudades do evangelho de Jesus, puro e simples como ele é.

Recife, 18 de agosto de 2011
Amauri Jr.

HERÓIS ANÔNIMOS

Irena Sendler morreu...sabes quem era?
 


  http://pt.wikipedia.org/wiki/Irena_Sendler

Nem sempre o prêmio é atribuído a quem mais o merece... Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo.  

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.

Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!)  

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.  

Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.  

Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.   Os nazis souberam dessas atividades e em
20 de Outubro de 1943; Irena Sendler foi presa pela Gestapo e levada para a infame prisão de Pawiak onde foi brutalmente torturada. Num colchão de palha encontrou uma pequena estampa de Jesus Misericordioso com a inscrição: "Jesus, em Vós confio", e conservou-a consigo até 1979, quando a ofereceu ao Papa João Paulo II.

Ela, a única que sabia os nomes e moradas das famílias que albergavam crianças judias, suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou as crianças ocultas. Quebraram-lhe os
ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi condenada à morte. Enquanto esperava pela execução, um soldado alemão levou-a para um "interrogatório adicional". Ao sair, gritou-lhe em polaco "Corra!". No dia seguinte Irena encontrou o seu nome na lista de polacos executados. Os membros da Zegota tinham conseguido deter a execução de Irena subornando os alemães, e Irena continuou a trabalhar com uma identidade falsa.


Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.  

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.  

No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!! 




Estou transportando o meu grão de areia, reenviando esta mensagem. Espero que faças o mesmo.


Passaram já mais de 60 anos, desde que terminou a 2ª Guerra Mundial na Europa. Este e-mail está a se reenviando como uma cadeia comemorativa, em memória dos 6 milhões de judeus, 20 milhões de russos, 10 milhões de cristãos e 1.900 sacerdotes católicos que foram assassinados, massacrados, violados, mortos à fome e humilhados com os povos da Alemanha e Rússia olhando para o outro lado.  
Agora, mais do que nunca, com o Iraque, Irã e outros proclamando que O Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o Mundo nunca esqueça.  
A intenção deste e-mail é chegar a 40 milhões de pessoas em todo o mundo.
Une-te a nós e sê mais um elo desta cadeia comemorativa e ajuda a distribuí-la por todo o mundo..
Por favor, envia este e-mail às pessoas que conheces e pede-lhes que não interrompam esta cadeia.
 "A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade." - Irena Sendler Por favor, não apagues simplesmente.
Não te levará um minuto a reenviá-lo.
Obrigado.

-- AtenciosamenteProf. Nivaldo Godoi RamosTelefones para contato: (22) 9833-8042

Recebí esse email de um amigo e resolví postar aqui no blog. Assim como Irena, muitos heróis morreram no anonimato, a humanidade não os conhece, mas o Pai, que em nenhum momento nos perde de vista, registrou os seus atos aqui na terra dos viventes, e os recebeu como verdadeiros heróis, na morada eterna.

Recife, 18 de Agosto de 2011
Amauri Jr. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Rev. Caio Fábio - A fé em Jesus não é uma religião

 

Vale a pena gastar alguns minutos assistindo essa reflexão do Rev. Caio Fábio.

JESUS DISSE: “PAGUE POR MIM TAMBÉM”...

JESUS DISSE: “PAGUE POR MIM TAMBÉM”...

Num texto devocional intitulado ECOQUEDA E ECOGRAÇA, mencionei o texto no qual Jesus paga o imposto das duas dracmas, devido ao Templo — e Ele faz isso ordenando a Pedro que tirasse do mar o primeiro peixe e o abrisse, pois lá haveria o dinheiro suficiente pagar tanto o seu imposto quanto o de Pedro.
Hoje quero apenas considerar a última frase do texto.
Vai, e paga-os por mim e por ti” — disse Jesus.
Algum tempo depois Jesus diria na Cruz: “Está Pago” — ou seja: Está consumado!
Nesse caso, sabe-se que a nossa dívida com Deus está paga. Mas, ao mesmo tempo, também se fica sabendo que as nossas dívidas com os homens não são pagas com o sangue de Jesus.
Homens querem justiça, a Cruz oferece justificação.
Prova disso é que o ladrão foi justificado por Deus e foi justiçado pelos homens... ao lado de Jesus e a caminho do Paraíso.
No caso em questão — o da cobrança do imposto do Templo, o imposto das duas dracmas —, Jesus não se acha devendo, mas mandou pagar a fim de não os escandalizar.
Deus perdoa pecados, mas o Templo não perdoa os seus impostos...
Dever a Deus, aos homens e ao Templo...
Qual das dívidas você escolheria?
Davi disse: “Caia eu nas mãos do Senhor, pois, são muitas as suas misericórdias..., mas não caia eu nas mãos dos homens”.
Os homens julgam...
O templo cobra...
Deus cobra com justiça... e Ele mesmo paga o que cobra com a Graça do Sangue e com o Sangue da Graça... na Cruz.
Mas as dívidas com os homens e o Templo, muitas vezes a gente só paga se houver um milagre de Jesus...
O interessante é que Jesus não se sente devendo nada ao Templo... e não inclui Pedro na dívida... mas paga porque a consciência que habita o Templo é fraca e, portanto, implacável em seu julgamento — para os do Templo, tudo é escândalo!
Paga-os por mim... e por ti” — ordenou Ele ao pescador endividado.
Descanse no perdão de Deus...
Está pago!...
Mas não descanse nunca no perdão dos homens e nem no dos homens do Templo, que cobram dinheiro como imposto de Deus.
Em Cristo o pedágio já foi pago!
Quem cobra impostos para “Deus” não conhece Graça... Conhece punição ou corrupção...
Portanto, creia que se seu coração não quer dever, Deus mesmo dará um jeito de você poder pagar tudo... Não por causa de sua própria consciência, mas em razão da fraqueza da “deles”.
Eu devo muito... quero pagar... sou cobrado... mas Jesus não acha que eu devo sozinho...
Ele se sente devendo comigo...
Aquele que pagou a minha dívida diante de Deus está também empenhado em que eu não fique devendo nada a ninguém.
Um peixinho vai aparecer cheio do que me falta e que é justamente o que eu preciso...
Mas o Senhor quer que eu diga que estou pagando por Ele também.
Agora, saia para pescar...
O peixinho já está esperando...
A barriguinha dele está cheia...
Jogue o anzol!
Nele, que sabe o que preciso hoje diante dos homens,

Caio

ESCRITO no dia 6/7/03, Copacabana —- 4:00 da matina.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Você pode ter

 
João Alexandre cantando mais uma de suas poesias.
Ele estará na Igreja Episcopal Carismática de B.Viagem no fim de outubro, serão 3 dias. Quando eu confirmar as datas eu repasso aqui no blog.

sábado, 13 de agosto de 2011

Amor, a marca dos discípulos!

Acabei de chegar de um evento lindíssimo, hoje é(pois ainda está acontecendo) o dia do projeto "clarear, pra continuar a caminhada".
O projeto tem como objetivo, arrecadar fundos para compra de uma prótese para a pequena/GIGANTE Ana Clara. Clarinha, foi vítima de um câncer na perna, e inflizmente após quase um ano de tratamento, teve  sua perna amputada.
O projeto foi totalmente desenvolvido e realizado com a iniciativa de voluntários.
Conversei um pouco com sua mãe, amiga de infância, e fiquei horrorizado, ao saber que uma pequena parte dos voluntários eram evangélicos.
Calma, não estou descriminando os que não são, mas é muito triste saber que as pessoas que se auto-intitulam discípulos de Jesus, são os que menos participam de eventos como esse.
Mas o que eu estou querendo falar com isso, é que no meio evangélico(do qual eu faço parte) criou-se uma imagem de que só os crentes são de Deus.
Papo furado, não é uma roupa, uma igreja(instituição) ou palavras que professam uma fé, que te fazem, ou não de Deus.
Tenho visto pessoas de todas as classes, religiões, tribos, países, idades, sexo e sexualidade, que são muito mais cheios do amor que só provem de Deus, que homens que vivem enfurnados em templos e reuniões religiosas.
Não falo de boas obras, pois essas não manifestam a presença de Deus, pois nem sempre boas obras são com sinceridade e pureza de coração, falo de um amor genuino, amor tão grande que transborda dessas pessoas, ao ponto de elas dedicarem suas vidas em favor do próximo.
Amor, essa é a marca dos discípulos de Jesus.
Está escrito: Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.
Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado se não tiver amor, nada disso me valerá.

Só quem é dEle manifesta esse amor, mesmo que nunca tenha entrado em um templo, nunca tenha participado de um grupo religioso, mesmo que nem ele mesmo saiba a quem ele pertence, nem de onde vem esse sentimento, mas ele carrega a marca de Cristo.
Eu posso não conhecer o povo de Deus na terra, mas Ele conhece cada uma de suas ovelhinhas espalhadas pelo mundo, e não perde uma só de vista. 
Termino meu texto muito emocionado, por saber que mesmo vivendo nesse mundo mau, ainda existem pessoas que riem com os riem,  e choram com os que choram. 
Jesus é o único caminho que me leva a encontrar o amor, pois Ele  é o amor!

Recife, 13 de agosto de 2011
Amauri Jr.

Para quem quiser conhecer, e ajudar Clarinha nessa batalha, dá uma olhadinha aí no link. http://oprojetoclarear.blogspot.com/






quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Aprendendo um caminho pro céu!


Desde criança eu ouço dos mais antigos, regras de fé, que supostamente me faria chegar ao céu.
Coisas que eu não deveria fazer, pois eram pecado, e pecado me afastaria da vida eterna.
Ensinaram-me que eu precisaria ser um bom filho, um bom marido, um bom pai, um bom amigo, um bom patrão e etc.
Mas o que nunca me ensinaram, e eu aprendi por conta própria, através da leitura dos evangelhos, é que só existe uma regra,pois, uma só regra não manipula massas, não gera lucros, e não enche templos.E esse mandamento foi o próprio Jesus quem determinou: “Amai a Deus sobre todas as coisas, e ao teu próximo como a ti mesmo”.
O que passar disso, é mera teoria humana.
Se quisermos ter um relacionamento mais íntimo com Deus, precisamos nos entregar de corpo e alma a esse mandamento.
Certa vez Jesus falou que sempre que cuidarmos do próximo, estaríamos fazendo a Ele próprio,Jesus. E quando tivermos a oportunidade de fazê-lo e não o fazemos, deixamos de fazer o bem a Ele(Jesus).
Quem cumpre essa lei, não precisa de religião, regras, doutrinas, templos, pois está ligado diretamente ao Pai.
Se reune sim, com amigos/irmãos em templos, casas, ou até mesmo na rua, mas não pra criar regras, mas apenas pra adorar o Pai, que é digno de toda adoração! 
E quanto a ser bom filho, marido, pai, amigo, patrão, isso não é regra pra se aproximar de Deus, é conseqüência dessa aproximação, pois quando nos achegamos a Ele, somos contagiados pela sua Divina essência, o Amor, não fazemos pra ser salvos, fazemos pois já somos salvos.  
Pra chegar a vida Eterna, não há um caminho, há O caminho, Jesus, Ele É o caminho.
O que passar isso, não é caminho, é atalho criado por homens, que pensam entender o Divino, e acham ter decifrado o indecifrável, o próprio e infinito Deus! 
Sem atalhos, no Caminho!

Amauri Jr.
Recife, 11 de agosto de 2011

E PARA ONDE IRÃO AS RELIGIÕES?

E PARA ONDE IRÃO AS RELIGIÕES?

Assistindo às notícias do mundo [...]

Em quase todas elas a Religião está presente. Os temas vão de Israel ao Vaticano. Do Islamismo aos radicais de Direita Religiosa americanos. Bin, Sharom, Bush, Saddam, Papa...
Todos estão certos de suas certezas…
Não há soluções humanas possíveis!
No centro dos piores conflitos está a Religião!
Ora, onde há religião nunca há paz!
É verdade que as guerras habitam na carne. Mas a carne adora se expressar pela Lei. E nenhuma Lei é mais poderosa que aquela que se impõe em nome de algum “Deus”. Seja qual for o “Deus”.
O Cristianismo está no centro dessas calamidades, em companhia do Judaísmo e do Islamismo.
Trata-se do Triângulo das Bermudas onde todas as esperanças desaparecem no mundo presente.
É verdade que as Forças Econômicas também são poderosas quanto a incitar a guerra. Mas os homens de negócio dão tanto valor ao dinheiro que acabam se entendendo.
É mais fácil unir o mundo em nome do Dinheiro que em nome de um outro “Deus”.
O Dinheiro é “liberal”, negocia. A Religião, não. Por isso é que na Nova Jerusalém não há nenhum “santuário”. João procurou e não achou nenhum...
A Religião só conhece a união entre os absolutamente iguais. Os diferentes são sempre inimigos ou seres a serem conquistados para a “clonagem”.
O problema é que a Terra é habitada por seres diferentes...
Ora, para a Religião “paz” significa uniformidade...
Se sairmos do Mundo em nossa visão maior, e olharmos apenas para o Brasil, o quadro é o mesmo. O que a Religião estabelece é o partidarismo. Prova disso é que quanto mais cresce a Religião—entre elas a Evangélica—, mais aumenta o preconceito e o espírito de divisão.
Religião é Babel: torre do homem para marcar seu nome perante “os céus”. Daí só provém confusão. Linguagens que não se fazem interpretar.
Gente dos “santuários” tem até dificuldade de aceitar—embora esteja escrito—, que na Nova Jerusalém as folhas da Árvore da Vida serão para “a cura dos povos”. Menos ainda conseguem entender que as “nações trarão ações de graças ao Cordeiro” na Nova Jerusalém.
Já criaram até a categoria dos “sub-redimidos” para explicar porque esses “estranhos” terão acesso à Cidade das Doze Portas, e que permanecem abertas o tempo todo, conforme o Apocalipse.
Se dependesse de nossas mentezinhas de azeitona, alguém reescreveria os últimos capítulos do Livro da Revelação.
As portas lá estão abertas demais para o gosto da maioria de nós.
O estranho é que essa Sociedade Redimida tem uma única fonte de Luz: a do Cordeiro.
E tem gente que ainda se admira que lá João não viu “nenhum santuário”!
É claro que não pode haver essas coisinhas por lá. Se houvesse, não seria um lugar de Paz Eterna. Seria apenas a Cidade Amuralhada dos Salvos Presunçosos. Uma Nova Jerusalém Religiosa não seria Nova, seria apenas o Velho Inferno.
Nesse caso, não precisaríamos esperar para chegar lá. Bastava que todos nós nos uníssemos e mudássemos para a Jerusalém Terrestre.
Não! Nada disso! Basta ficarmos Aqui. Basta continuarmos a ser esses robôs religiosos.
O Inferno é profundamente religioso...
Diabo é Divisão!
Quem tem Religião tem o quê?
União ou divisão?
No Oriente Médio é onde superabundam as Religiões. As guerras também. E todos se dizem filhos de “Abraão”. Jesus disse que os que guerreiam em nome da genealogia religiosa são “filhos do diabo” (João 8).
Paulo disse que a Jerusalém Terrestre—essa dos jornais—é a Cidade da Escravidão. Gálatas Quatro!
Todos os seus filhos—filhos da Religião; filhos de Hagar, gerados na escravidão religiosa—, são os que dividem o mundo e a humanidade, em nome de “Deus”.
Quanto mais Religião, mais guerras haverá.
Religião deveria ser Re-ligação...
É sempre assim: usa-se o termo apenas para iludir os propósitos do coração. Nesse caso, o que prevalece é o desejo de “separação”.
Se Religião fosse algo bom, a Nova Jerusalém teria o Templo Maior.
Lá, todavia, a Vida acontecerá ao Ar Livre.
Sua Luz é o Cordeiro.
Heresia é pensar diferente.
Quem não concordar comigo, fique à vontade. Mas não diga que não é exatamente isso que a Palavra diz que será o futuro quando a Redenção Total se manifestar.
Maranata!
Vem Jesus!

Caio

Escrito em Setembro de 2003


Texto escrito pelo Rev. Caio Fábio, e que eu assino embaixo!