Este blog tem como finalidade levar-nos a refletir sobre o evangelho de Jesus, sem religião nem pre-conceitos, só Jesus, se você assim como eu é livre ou busca libertar-se dos vícios da religião seja bem-vindo.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
A triste ilusão de ser crente!
Quem nunca ouviu alguém dizer: vou curtir a vida e depois vou ser crente! Kkkkkk
Eu ouço isso sempre, e mais, quando eu for ser crente eu vou ser de tal igreja, lá é mais rígida.
Doce ilusão essa de ser crente. As pessoas estão achando que ser crente garante vaga no céu.
As igrejas estão lotadas de crentes, pessoas que andam como crentes, se vestem como crentes, falam como crentes, andam com crentes, e até vivem uma vida de renuncias como os crentes.
Triste ilusão! A salvação não está destinada aos crentes, está destinada aos que crêem, simples assim! “Asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna.” João 6:47
Estereótipos de santidade cristã foram criados ao longo dos anos, e os que não seguem esses padrões não são salvos, padrões muitas vezes estabelecidos e ainda seguidos como regras de fé, mas a fé não tem regras, ou é, ou não é!
O evangelho de Jesus é muito simples, quem crê será salvo, e quem não crê já está condenado.
Claro que a conduta de um cristão não é a mesma depois que ele crê, mas a cura das enfermidades da alma, a mudança no caráter antes deformado pelo humanismo, o desejo de está com outros congregando em um templo, a vontade incontrolável do louvar o nome de Jesus, seja coletivamente ou individualmente, o enorme desejo de anunciar o evangelho de Jesus a todos quanto possível, e principalmente o amor a Deus e ao próximo, não podem ser fabricados por pastores, igrejas(instituições religiosas), por modinhas evangélicas e etc., todas essas mudanças são fabricadas pelo evangelho de Jesus em nossos corações. “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva". João 7:38
Esse evangelhozinho que é pregado hoje fabrica crentes, o evangelho de Jesus fabrica discípulos, servos, filhos.
Quem é de Jesus não precisa está numa igreja ouvindo de um pastor quais regras seguir pra ser um bom crente, quem é de Jesus é igreja onde quer que esteja. Quem é de Jesus não vai a igreja pra aprender a ser servo, vai a igreja porque já é servo. Estamos colocando a culpa pelos erros cometidos no evangelho sobre ombros dos líderes (pastores, bispos e etc), e a responsabilidade por nossa saúde espiritual está entregue em suas mãos também, e muitas vezes sobrecarregando homens de Deus com cargas que nós é que devíamos está carregando, afinal é muito mais fácil responsabilizar do que assumir responsabilidades, mas se você é de Jesus sabe o que tem que fazer, não sabe? Pense nisso!
Recife, 20 de Janeiro de 2012
Amauri Jr.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
O ADULTÉRIO DO PECADO
O salário do pecado é a morte e o seu adultério é o cachê do Homem
Muitos defendem “a lista”. O que pode e o que não pode. O messias veio, morreu, ressuscitou e perdoou o pecado humano, porém, o tal pecado pode nos condenar de novo, segundo a lista. É como se o intento de Cristo, se reduzisse a um ato simbólico, pois quem teria de superar os seus próprios pecados a fim de se salvar, seria o próprio Homem.
As reafirmações de Jesus que encontramos nos quatro evangelhos, onde o próprio intensifica algumas velhas leis, são tidas como uma nova tábua para muitos. Já não é um parâmetro onde Jesus prova a nossa incapacidade e insuficiência para cumpri-la.
É muito mais conveniente tratar o pecado como “ATO que tem direta e suficiente implicação no julgamento humano com o passar da régua”. Tratar o pecado como “ESTADO inerente, indissociável, inviolável e intrínseco que compõe a estrutura da alma em seu estado germinal” e não mais que isso é um ultraje sísmico.
Devo deixar a notícia de que Jesus não era um mestre apenas, era o senhor das leis. Quando ele as anunciava, não fazia apenas como um mestre, ele ensinava como “quem tinha autoridade” e ele se fez valer disso para ser o ponto de convergência que definiria, desde então, a relação do estado humano com a excelência divina.
A questão deixou de ser a discussão dos atos a fim de que se renda ao estado. A força do julgamento a partir dum parâmetro com tábuas e regras se caduca e se esvazia com o olhar de redenção a todos os homens e mulheres. Pecado deixa de ser uma brincadeira de pode-não-pode, para ser tratada como um estado humano, que vai se definindo em definhamento ou numa maturidade agradável aos olhos de Cristo.
Quem não trata o tema “pecado” levando em conta que o ato que condena o ser humano é o ato que diz a respeito ao “dízimo” do estado miserável em que esta pessoa decide viver, elege o tal ato como um fim isolado para a própria condenação, não discernindo a redenção de nosso Senhor.
Deus não olha por trechos da vida humana, ele enxerga a partir de “quem é o homem” não necessariamente julgando-o, ora condenando, ora salvando conforme seus atos vergonhosos ou corretos, com um dossiê individual que faça distinção a fim de pesar se houve mais acertos ou erros. Caso assim fosse, um simples delito cometido por alguém que morresse logo em seguida, não dando tempo sequer de confessar a Deus, maquinalmente, este já estaria condenado.
Até um ateu é capaz de concordar de que se há um Deus, de verdade, grandioso, ele deve estar para além desta visão episódica, que se prende numa cena da vida para julgar alguém.
O pecado foi adulterado para servir a religião que, por sua vez, se interpõe entre o medo e a salvação. É conveniente se utilizar do pecado pelo viés de “atos suficientes para condenar o Homem” a fim de estabelecer o medo e a paranóia como contraponto. Jesus nunca cogitou isto, muito pelo contrário, disse que veio para os pecadores e para desbancar os autojustos. Ele preferia se relacionar com pecadores que poderiam se revelar pessoas dignas a ter de freqüentar terapias e campanhas de santificação através do medo e autoflagelo.
O pecado como um estado humano dispensa julgamentos que contabilize mais acertos ou erros, mas não dispensa os tais acertos e erros que forjam o caráter humano. “Quem você é”, diz mais do que “aquilo que você está cometendo”, pois duas pessoas podem cometer o mesmo erro e ter motivações diferentes, ou seja, um ato pode dizer coisas diferentes entre duas pessoas infratoras.
Para concluir, ressalto que é inegável que o messias cumpriu a lei, intensificou a lei, se tornou mestre da lei, senhor da lei e expirou sobre si a dita lei. Não há regra que condene o Homem. Agora, só há regra que comprometa a liberdade humana proclamada pelo seu Libertador e que no final das contas, colher-se-á aquilo que ele plantou com suas próprias mãos.
O curso da vida é responsabilidade individual, quer escolhamos o caminho bom ou não. Seremos julgados por aquilo que nos destinamos.
A vida é uma sucessão de experiências e além de Deus se relacionar com os fios da vida, o resumo da ópera está nas mãos dele. Cuide-se para que não caia, afinal somos forjados pelo modo de vida que levamos. Não se iluda com sua sessão no confessionário.
Texto retirado do blog
http://merapalavra.blogspot.com/2012/01/o-adulterio-do-pecado.html
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